EduQue


12/04/2010


Sempre no meu coração.

Oi maninha, obrigado pelo almoço que certamente vai me deixar um pouco mais gordinho, pelos docinhos que irão atacar a minha glicemia. tudo amplamente compensado pelas companhias tão agradável que transformaram as horas em apenas alguns segundos de paz e de alegria, mas que irão também transformar-se em muitos dias de agradáveis lembranças.

Levo-os comigo sempre e sempre neste meu velho e tolo coração. Um beijo enorme.

Escrito por EduQue às 09h00
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Bendita Solidão.

Segunda-feira é fim e recomeço.

Mais um fim-de-semana de desejos e esperanças dispostos às ilusões. É sempre assim e para quem se acostuma é apenas a mesma rotina: Alvos equivocados, tentativas frustradas e justificativas amarelas, mentiras... Foi bom... Eu me diverti muito.

A vida parece ser uma infinita montanha russa onde, nas subidas a busca pela liberdade, o céu, nas descidas a busca pela aventura, a adrenalina, a prisão. A subida interessa à alma, a descida ao coração, que quer se aprisionar em paixões inconsequêntes nas trocas de dar e receber emoções e sensações que nos exacerbem os sentidos ao climax. As ferramentas para os corações solitários estão por ai, na internet, nos clubes, nos bares, nas boates é pode-se dizer que não é difícil encontrar parceiros na solidão disfarçada por sorrisos e superexposição de talentos desconhecidos que se adaptam rapidamente às situações mais estranhas, às vezes levados ao ridículo.

Os solitários contumazes se reconhecem e não se acredidam, apenas se aceitam na incessante busca de algo novo, talvez um milagre, talvez uma loucura, ou apenas uma aventura, mas o coração contido não se acalma e grita o seu silêncio só ouvido por aqueles que o compreendem e que nem ao menos tentam calá-lo, pois é nele que reside a própria razão, o motivo, o começo o meio e o fim.

Felizes os solitários, pois que podem continuar tentando, podem ter esperança de uma paixão grandiosa e radiante. Não sei se posso dizer o mesmo sobre aqueles que se acomodaram em amores vazios e trabalhosos, que exigem  o subserviente e permanente regar para evitar-se que murche ainda mais, que amareleça ainda mais, que esfrie ainda mais... Um virus letal contra toda e qualquer esperança, sonho ou ilusão.

Boa semana a todos.

Escrito por EduQue às 08h47
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10/04/2010


De vez em quando eu apareço.

Eu ando um tanto chateado com tudo à minha volta. Não reconheço o meu meio e não sei mais como me enquadrar em um contexto social que me permita preencher meus dias e noites com atividades e relacionamentos saudáveis. É tudo tão estranho... As pessoas parecem insatisfeitas, exatamente como eu, e esta não é exatamente uma afinidade que facilite um bom relacionamento. Faz-me lembrar um antigo filme "A Noite dos Desesperados" onde um algumas pessoas participavam de uma maratona de dança para ganhar um pequeno prêmio em dinheiro que as tirasse do sufoco financeiro de uma época de depressão. A situação era tão ruim que obrigava as pessoas a aceitarem assédios de todos os tipos para não perderem um mínimo de possibilidade de sobreviverem à crise. Então um dos rapazes que participava do concurso atirou com um revolver em uma moça participante matando-a. Na realidade o enredo foi todo elaborado para encaminhar para este desfecho. Ele a matou a pedido dela que já não mais suportava ser usada, abusada e ter que usar o seu corpo em troca de pequenos favores que jamais resolveram seus problemas e necessidades primárias. Ao ser preso e inquerido dos motivos do assassinato o rapaz responde com uma pergunta que sintetizava toda a situação. Ele perguntou: "Não se matam os cavalos feridos?".

Assim é que, por todos os motivos, tenho estado recluso em meus em-mim-mesmismos. Ora escrevo uma ou duas páginas em um livro que venho escrevendo há cinco anos e que pouco me animo a terminá-lo, ora escrevo uma poesia que posto por e-mail para minhas vítimas costumeiras. Deus abençõe a paciência dessas caridosas criaturas.

Eu tenho coisas boas para contar também... Mas isso fica para depois.

Um bom dia a todos.

Escrito por EduQue às 11h47
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29/06/2008


Fw: [avpb] Amor Primeiro.

 
 
Amor Primeiro.
EduQue - 15/06/2008.
 
Oa granículos escorrem céleres em minha ampulheta,
O tempo já não reconhece, o mundo tornou-se saleta,
Em vão procuro um só motivo que tire-me da sargeta,
Em vão respiro este ar infecto, recendente a boceta(*).
 
(*) cheiro de cigarros, de fumo.
 
Solidão, famélica e sanguisedenta de minhas energias.
Delas, pouco resta-me para recompor-me em harmonia,
inércia depressiva a consumir-me às noites, aos dias,
sóbrio e consciente em agonia, perco-me em nostalgias.
 
Por Deus, Senhora! Qual a missão que a mim coubeste,
por não sabê-la, sou nômade neste solo tão agreste,
onde semeei amores para tentar colher magias e flores,
mas regados às lágrimas, sucumbem-se em estertores.
 
Por Deus, Senhora! Dize-me então o que de mim pretendes,
batalhas sem causas oferecem despojos e não presentes,
olhos vendados só sabem o passado e futuros ausentes,
o agora é vácuo, onde flutuo despojado de ouros e orientes.
 
Por Deus, Senhora! Que desejo ser teu cavalheiro
e sair às lutas por teu amor e não pelo vil dinheiro,
à aprender do amor o sentido mais simples e verdadeiro,
e depois repousar, senhora, no útero deste amor primeiro.
 
 
 
Mid: My Love - The Beatles.




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Escrito por EduQue às 20h54
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26/03/2006


Coração Escondido.

EduQue – 26/03/2006.

 

A paixão que meu peito fantasia e verte

Só com os mistérios da noite se reveste...

É um caminhar no escuro absoluto,

Ora vestida de preto, ora de luto.

 

É uma paixão incógnita e voraz,

Que consome os meus restos de rapaz

Confunde-me entre jovem e ancião,

Comporta-se frívola e sem razão.

 

Uma paixão que procura por ternuras,

Mas, indecisa entre amores e aventuras,

Acelera este coração já escondido,

Por tudo ou nada que faça sentido.

 

É uma paixão sem destino,

Um vôo cego, um desatino,

Suspiro último e derradeiro

De um coração ledo e aventureiro.

Escrito por Edu às 03h34
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14/03/2006


O Menino e o Duende

EduQue – 07/03/2006.

 

Quando criança, de olhar inocente,

Sentava-se à beira da calçada

Para conversar com um duende,

Recíprocos amigos para sempre.

 

Falavam de aventuras e travessuras,

Brincavam de esconder na floresta,

Tudo era alegria, tudo era festa,

Desconheciam da vida as agruras.

 

Separaram-se por volta dos quatorze

O duende desapareceu sem se despedir,

Até hoje o menino não sabe o que houve,

Por que o amigo teve que partir.

 

Quem de nós não teve um amiguinho assim,

Que existia e era real nas fantasias infantis.

Um soldadinho de chumbo ou uma boneca,

Um cãozinho, os heróis das aventuras dos Gibis.

 

continua...

Escrito por Edu às 18h35
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O Menino e o Duende.

Continuação...

 

Quando crescemos não deixamos de imaginar,

Só trocamos os brinquedos pela vontade de amar...

E lá vêm de novo as imagens tão vivas

Com personagens diferentes e outras razões de vida.

 

Agora sonhamos com amores, paixões e poesia,

Que nos emprestem às vidas o calor e a energia,

Que nossos corações necessitam noite e dia,

Para que não vivamos somente de nostalgia.    

Escrito por Edu às 18h34
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10/03/2006


Meandros da Paixão.

EduQue – 10/03/2006.

 

Meu coração está perdido nos labirintos da emoção.

Está frio e escuro aqui, ancoro-me na razão.

Pior ficou... Agora é guerra entre as duas condições

Emoção ou razão, quem vencerá? Eis a questão.

 

Por qualquer motivo deixei meu estado de morno,

Sem imaginar que soferia tantos transtornos.

Agora percebo o caos do meu estado emocional.

Tênue é a fronteira entre o bem e o mal.

 

Eu sei bem que preciso manter o equilíbrio

E meus sentidos deveriam servir-me ao meu arbítrio,

Mas, tomado de tal emoção, perdi o rumo e a razão.

 

Agora estou aqui, sentado, encolhido e amedrontado...

Quero fugir a correr! Mas para que lado?

Quero gritar! Mas meu grito é sussuro, é grito calado.

 

 

Escrito por Edu às 20h08
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03/03/2006


O Teu Cheiro.

Parte 1.

Ah! Como eu adoro sentir o teu cheiro,

Teu calor, o sabor morno dos teus beijos

E sorver com meus lábios sedentos

Os tremores dos teus desejos.

 

Passear pelos teus caminhos, extasiado,

Para recolher o orvalho do teu corpo suado

E acalmar teu peito insatisfeito

Com as promessas de te dar mais...

 

Mais carinhos e mais loucuras,

E suspirar em êxtase aos teus ouvidos

Que sou teu e estou perdido...

No turbilhão dos teus desejos.

 

Escrito por Edu às 18h46
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O Teu Cheiro.

Parte 2.

Ah! Como eu adoro sentir o teu cheiro...

Senti-lo em teu pescoço, sob os teus cabelos

Já úmidos pelo calor dos tantos enlevos

A que se atreveram os nossos mútuos apelos.

 

Depois, vamos sair calados,

com a certeza dos prazeres cumpridos,

Sem acordamos os nossos corpos suados

Que no leito descansam estendidos.

 

Escrito por Edu às 18h44
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02/03/2006


Solidão.

EduQue – 02/03/2006

 

Alguma coisa estranha

Em mim revolve-se entranha

E combate, em sua sanha,

As minhas vontades tamanhas.

 

Não há vitórias nesta disputa.

Só há derrotas em quaisquer lutas,

Pois se um lado acaba vencendo,

O fato que a motiva sai perdendo.

 

É uma agonia catalisada pela depressão,

É loucura ao expoente da insatisfação.

Lutar! Comanda-nos a razão,

Amar! Grita-nos o coração.

 

Lutar?  Contra mim mesmo?

Amar? A quem, se tenho-me ermo?

Só não estou ainda mais sozinho.

Por estar comigo a solidão.

Escrito por Edu às 09h17
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23/02/2006


Minha Culpa.

EduQue – 23/02/2006

 

Os dias passam em velocidade surpreendente

Já não percebo as faces das gentes ou do tempo,

Que parece acelerar sempre, inclemente,

Mais rápido que o meu próprio pensamento.

 

Se parar para fazer o que devo, perco o meu tempo,

Se não o fizer, deixarei rastros de lamentos.

Devo limitar minhas fantasias e acompanhar o tempo?

Ou devo esquecer as fantasias e ficar com os lamentos?

 

Ah! Cruéis são as dúvidas que me assaltam...

Enquanto decido, há gentes e tempos que passam.

Por isso frustrado, insone e inerte, sinto-me verme.

 

Então me lembro da minha infância...

Do meu incontrolável desejo de tornar-me adulto.

Quão errado eu estava... Por isso, não me desculpo.

Escrito por Edu às 10h44
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22/02/2006


Pintura ou Poesia?

EduQue – 22/02/2006.

 

A tela do pintor e a folha do poeta

Expõem em particulares tons

Aquilo que o autor interpreta:

 

Uma sombra, uma interrogação;

Um brilho, uma exclamação;

Pinta-se até o ponto reticente.

 

Ambas dão vida às suas imagens,

Quer vibrantes, quer elegias...

E a obra afinal é pintura ou poesia?

Evoca realismo ou alegoria?

 

Isso depende do apreciador

A quem a obra se destina,

A qualidade está no que vê

O olhar que o amor patrocina.

Escrito por Edu às 12h11
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Cemitério de poesia.

EduQue – 22/02/2006.

 

No cemitério de poesias

Avista-se de pronto uma laje fria,

Onde jaz a inspiração do poeta

Que traiu suas fantasias.

 

Teve um amor correspondido,

E viu na vida outro sentido,

Mas quis prosseguir poeta,

Ainda que com verve discreta.

 

Escreveu então sem alento

Parecia não ter mais talento

Viu seus versos ao relento.

 

Avaliou os tantos papeis amassados,

E a amada que tinha a seu lado,

Sem reconhecer o próprio desiderato.

Escrito por Edu às 04h09
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Me dá papai?

EduQue – 22/02/2006.

 

A tímida menina de cabelos ondulados

Curvou a cabecinha diante do pai,

Um homem sisudo, bigode cerrado,

Que jamais sorrira ou dissera um ai.

 

O queixo colado ao peito,

E um arzinho suspeito,

Balançou os quadris para lá e para cá

E finamente pediu: “Me dá, papai?

 

O velho zangado olhou a menina

E já ia chamar-lhe à atenção,

Mas aquela coisinha,

Aquelas covinhas...

 

“O que você quer menina”?

“Me dá um abraço papai”...

O velho levou a menina ao colo e corou.

Acariciou seus cabelos... E chorou.

Escrito por Edu às 01h57
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